Dor-evolução, Dor-expiação, Dor-auxílio.
     De forma geral a dor é evento extremamente indesejável pelo Ser humano. Remédios, cirurgias, preces, mandingas, tudo enfim é utilizado para fugir-se da dor.
      Dentro da obra Ação e Reação, o mentor Druso, ao esclarecer e informar André Luiz sobre sanções e auxílios relacionados a dor diz: “A renovação mental do Ser via estudo e aplicação junto ao próximo é fundamental para a colheita da simpatia e melhoria de sua evolução. É indispensável reconhecer que todo mal, que todo desequilíbrio praticado, expressará de algum modo, lesão em nossa consciência e toda lesão nessa área, determina distúrbio ou mutilação no organismo que nos exterioriza o modo de ser. Em todos os planos do Universo, somos espírito e manifestação, pensamento e forma. Eis porque, a medicina há de considerar o doente como um todo psicossomático, se quiser realmente ter sucesso na arte de curar”.
      Da mente clareada pela razão, sede dos princípios superiores, que deve governar a individualidade, parte forças que asseguram o equilíbrio orgânico pela vitalização dos centros perispiríticos, nos quais se localizam as glândulas endógrinas (epífise, hipófise, tireóide, para-tireóides, timo, supra-renais, pâncreas e bolsas genésicas) que por sua vez despem recursos, os hormônios, que distribuídos pelo sangue, atuam sobre os órgãos. Mas tudo depende do comando Mental!
      Ao retornarmos, pela reencarnação, ao campo terrestre de trabalho, somos informados de que o corpo carnal, com as tarefas que lhe são conseqüentes, é prêmio e empréstimo que é necessário valorizar.
      Na Espiritualidade, há verdadeiras multidões reunidas no Umbral, larga faixa que circunda a Terra e que recebe a maioria dos desencarnados, dolorosa região de sombras, erguida e cultivada pela mente humana, na realidade, onde vivem seres rebeldes e ociosos, desvairados e enfermiços, todos fracassados no seu viver anterior. Despertando devagarinho para a responsabilidade, são auxiliados para o renascer, carregando, todavia, a necessidade de compensação, daí as sanções a se refletirem em deficiências mil. Não há aqui gratuidade ou azar. Tudo tem respaldo na Justiça Divina! Compreendendo-se isto, então de que valem as suplicas e rogativas? Questionam André e Hilário a Druso. Respondendo-lhes enfatiza Druso de que a rogativa, a prece, é vista como um atestado de boa vontade e compreensão, de testemunho de nossa condição de devedores. Sem dúvida, não poderá mudar o curso da Lei, mas renova-nos o modo de ser, valendo como plantação de solidariedade e vacina contra reincidência do desequilíbrio. Além disso, a prece faculta a aproximação com benfeitores que ficam, então, autorizados ao auxílio possível. Nem tudo porém é karma. A necessidade de assepsia, de higiene, da medicação e cuidados são fundamentais para não iniciarmos quadros de dor ou prejudicarmos quadros nascidos carentes.
      Se a alma nasce trazendo falhas a se refletirem no corpo físico, também carreia faculdades de criar, no próprio cosmos, toda espécie de anticorpos para minimizar e imunizar-se, capacidade favorecida pela oração, pela disciplina, pela dedicação ao próximo, pela resistência mental. O bem é e será sempre o melhor antídoto ao mal, seja qual for ou como se expresse.
      A dor, que tanto receamos, é ingrediente dos mais importantes na vida em expansão. Lembremos que o ferro sob o malho, que a semente na cova, que o animal sacrificado, sofrem a Dor-evolução, que atua de fora para dentro, aprimorando o Ser. No nosso estudo (na Ação e Reação), diz Druso, ao considerarmos o karma, analisamos a Dor-expiação, que vem de dentro para fora, depurando e regenerando o Ser perante a Justiça. Assim como também podemos receber, por algum merecimento, a Dor-auxílio que, a despeito de parecer enfermidade prolongada e renitente (enfarte, trombose, paralisias, câncer e tantas outras que nos acamam e põem á prova) na realidade, oferece tempo para que se recupere de certos enganos, via reflexão, para a disciplina enfim de modo a preparar-se para o retorno à vida espiritual em que, nosso eu, fará por si mesmo, a revisão deste período (vida humana) de trabalho. ““.
      Portanto, mais do que procurarmos nos livrar da Dor, o que é pouco provável que consigamos, porque não buscar entendê-la e utilizá-la conforme acima? Ela, na realidade, é nossa libertadora!

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